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Um ano depois o que mudou com o RGPD?

Publicado por PONTO25 em 30/05/2019
Um ano depois o que mudou com o RGPD?

Após um processo que demorou quase 4 anos, a Comissão Europeia aprovou em 14 de Abril de 2016 o novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).

O processo de implementação deu muito que falar, especulação muitas dúvidas e poucas certezas. Muito se falou sobre as penalizações que podem ser até 4% da faturação da empresa e de todas as dificuldades inerentes aos ajustes necessários ao RGPD. No entanto, será que passado um ano, o cenário é ainda assim tão catastrófico?

Conhecimento da legislação
Até o RGPD surgir como um grande assunto, poucos eram os profissionais com conhecimento sobre questões relativas ao tratamento dos dados, armazenamento da informação e a sua utilização. 

A pesquisa intensa trouxe uma grande valia para os profissionais e para as empresas: maior conhecimento sobre a legislação digital. Alguns pontos como, por exemplo, a Política de Privacidade e os Termos de Uso, deixaram de ser compostos a partir de simples templates e receberam a atenção devida, considerando a sua importância para a segurança dos negócios. 

Maior confiança nas empresas
Ninguém gostava de receber um SMS de uma empresa à qual nunca tinha informado o número de contacto. Assim como não há nada mais desagradável do que passar a receber uma newsletter da qual nunca fez a subscrição. Podemos afirmar que este foi um ponto muito importante do RGPD.

A forma das empresas se relacionarem com a sua audiência mudou. O contacto agora é feito a partir do consentimento do utilizador, da autorização do tratamento dos seus dados e do relacionamento com a empresa. 

Aplicar as boas práticas que o RGPD trouxe, tornou-se essencial para despertar a confiança dos visitantes, utilizadores ativos e Clientes. Aqueles que se adaptaram, ganharam um diferencial dentro de um mercado de grande competitividade. Afinal, seguir o Regulamento é sinónimo de competência para a sua empresa.

Mais segurança
Nos últimos anos, vimos inúmeros casos de utilização indevida dos dados por parte de grandes empresas globais. Casos como o da Cambridge Analytica e o Facebook estamparam as manchetes dos noticiários e despertaram na audiência a atenção para algo que nunca foi uma preocupação. As pessoas passaram a questionar a segurança dos seus dados disponibilizados em diferentes plataformas e aplicações.

A preocupação com o uso dos dados tornou-se uma realidade. Dessa maneira, o RGPD converteu-se numa grande oportunidade para as empresas minimizarem os riscos à segurança dos dados, evitando fraudes, situações como o phishing e entre outros problemas.

Mais uma vez, o tempo tem sido o melhor recurso, pois, um ano depois, está muito claro como o Regulamento representa uma mudança de atitudes com impacto positivo para os consumidores, para as organizações e para todo o mercado em geral.